quinta-feira, 23 de março de 2017

Breathelife - uma base de dados para acedermos níveis de contaminação atmosférica de 3 mil cidades.

REIVINDICA JUNTO do PRESIDENTE da TUA  CIDADE  para LIMPAR o AR da CIDADE.




A poluição do ar pode ser um problema ambiental que estamos todos familiarizados, mas os níveis continuam a subir,pelo que  agora é uma crise de saúde pública que requer uma acção urgente. A poluição do ar ceifa 6,5 milhões de vidas por ano e contribui significativamente para as alterações climáticas. As cidades podem rapidamente reduzir a poluição do ar através de medidas já comprovadas como a regulamentação das emissões dos veículos e a implantação de redes de soluções de trânsito rápido, mas os líderes só vão agir se eles sabem que esta questão é de vital importância para os seus cidadãos. Faz um apelo aos teus líderes para que a tua cidade se integre na rede Respira Vida (Breathe Life) e apoie soluções que limpem o nosso ar, protejam a nossa saúde e reduzam os efeitos do aquecimento global.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Não acredita em alterações climáticas? Veja as imagens do antes e do depois


No início do século XX, os glaciares do Árctico eram um dos fenómenos mais misteriosos e desconhecidos da natureza. Mas, cerca de 100 anos depois, o seu desaparecimento tornou-se a prova "visível" das alterações climáticas. Em 2002, o fotógrafo sueco Christian Åslund, que colabora com a organização ambientalista Greenpeace há quase 20 anos, decidiu procurar no arquivo do Instituto Polar Norueguês imagens dos glaciares registadas em inícios do séc. XX, no arquipélago norueguês Svalbard. Durante três semanas, Åslund recolheu várias fotografias e percorreu o Árctico num barco de forma a reproduzir as mesmas imagens, no mesmo lugar, um século depois.

Notícia completa  e as 14 fotografias aqui

terça-feira, 21 de março de 2017

Dois mamíferos que, afinal, não estavam extintos

O grupo onde nos inserimos, os mamíferos, está também ele repleto de histórias de renascimentos. Hoje procurei agrupar casos grandes e pequenos, aqueles onde a vulnerabilidade não surpreende aos que nunca imaginamos poder desaparecer.
 Voamos para longe da Europa, mas com uma intervenção fundamental dos europeus, para conhecer o percurso atribulado de um wallaby, um pequeno canguru, na sua longa viagem da abundância à extinção e, por fim, ao renascimento.
Em 1841, o ornitólogo inglês John Gould descrevia na sua monografia sobre a família Macropodidae (família dos cangurus) uma espécie de wallaby, o Onychogalea fraenata. Apesar de ser especialista em aves, aquando da sua estadia na Austrália para estudar a avifauna (onde entre centenas de aves descritas, mais de 300 eram novas para a ciência), Gould aproveitou para descrever outros animais, particularmente mamíferos.
Este pequeno macrópode – com cerca de 1 metro de comprimento, do qual metade é cauda, e entre 4 e 8 kg – faz parte de três espécies conhecidas que apresentam uma estrutura córnea, similar a uma unha, na ponta da cauda. Essa característica, juntamente com a linha branca em forma de freio no dorso, deram-lhe o nome comum de Bridle Nail-Tail Wallaby.

Desde a sua redescoberta que os estudos revelaram uma característica extremamente importante nesta espécie. O seu sistema imunitário aparenta ser bem mais resistente que o dos restantes marsupiais. De acordo com Lauren Young, imunologista de marsupiais da Central Queensland University, “estes wallabies parecem ser capazes de sobreviver a infecções parasíticas, vírus e diversas doenças mais rapidamente que outros marsupiais”.
Existem animais que criam no nosso imaginário a ideia de que são quase impossíveis de eliminar, associando normalmente a sua imagem à ideia de praga. Os ratos são sem dúvida um exemplo. Mas a verdade é que nem todos os pequenos roedores são tão resilientes assim.
Continuando na Austrália encontramos o Pseudomys novaehollandiae, um pequeno rato da família Muridae, a mesma onde se inserem a ratazana e o rato comuns nas nossas cidades.

A sua descrição foi feita por George Robert Waterhouse, um entomologista inglês que publicou em 1846-48 dois volumes sobre a história natural dos mamíferos, incidindo sobre os marsupiais e os roedores. O nome que lhe atribuiu deriva da designação de Nova Holanda que era dada pelos europeus à Austrália, nome que permaneceu corrente até meados de 1850.
Com apenas 6,5 a 9 cm de comprimento corporal e 8 a 10,5 cm de comprimento da cauda (sempre entre 10 e 15% maior que o corpo), este pequeno rato não mais foi visto. Até que em 1967, Geoff Spencer, funcionário do Serviço de Parques e Vida Selvagem de Nova Gales do Sul capturou um indivíduo no Parque Nacional de Ku-ring-Gai Chase, a Norte de Sidney.
O seu pequeno porte e o facto de ser nocturno não justificam totalmente a sua ausência por mais de 100 anos. De facto, este ratinho apresenta problemas a nível populacional, e estima-se que a sua população possa continuar a decair ao longo da próxima década.
Alimentando-se de sementes, folhas, fungos e alguns invertebrados, a sua alimentação depende muito dos padrões de pluviosidade anuais. Além disso a sua reprodução depende da disponibilidade de alimento. Na primeira reprodução as fêmeas só dão à luz uma cria, aumentando depois até um máximo de seis. Actualmente nenhuma população excede os 1.000 indivíduos.
A Austrália é rica em histórias de renascimento de mamíferos. A estes dois poderiam juntar-se mais algumas espécies. Gymnobelideus leadbeateri, que esteve mais de meio século desaparecido; Zyzomys pedunculatus, que foi considerado extinto por duas vezes (1990 e 1994) e reencontrado em 2001, com confirmação em 2013; Petaurus gracilis, perdido para a ciência desde 1883 a 1989; ou ainda o pequeno Potorous gilbertii – marsupial que se alimenta exclusivamente de fungos, o que não é coisa comum – que, depois de mais de um século desaparecido, acabou por ser reencontrado em 1994. Mas há histórias um pouco por todo o lado…

segunda-feira, 20 de março de 2017

A politica "não no meu quintal" continua

O Reino Unido exportou 67% dos resíduos de plástico que produziu em 2016.



O problema é ainda mais escandaloso pois esses resíduos de plástico poderão ter sido incinerados ou enterrados em vez de serem reciclados como diz a indústria. Greenpeace.

domingo, 19 de março de 2017

Música do BioTerra: Pixies- Tame

Quando uma música agita consciências e um grupo artístico expressa muito bem esse sentimento, é uma pérola. Igual a um menir da era moderna. Um teledisco a todos os níveis EXCELENTE.

Tame -Sinónimos/ Thesaurus synonyms
banal, blah, boring,dull, dull as dishwater, flat, flavorless, ho hum humdrum, insipid, milk-and-water, monotonous, nerdy, nothing, pabulum, sapless, tedious, unexciting, uninspiring, uninteresting, unstimulating, vanilla, vapid, waterish, watery, weak, wimpy, wishy-washy, zero

sexta-feira, 17 de março de 2017

Suiniculturas: poluição ainda sem fim à vista

Foto: Ricardo Graça.

    Ainda não há adjudicação e, muito menos, obra feita, mas a Estação de Tratamento dos Efluentes Suinícolas (ETES) do Lis, a construir em Amor, já custou mais de dois milhões de euros, admite David Neves, presidente da Recilis, empresa que detém 100% da Valoragudo, a entidade promotora da ETES. Há ainda a somar 2,5 milhões de euros investidos em duas ETARs, – Bidoeira e Raposeira –, inauguradas em 1994, e que nunca funcionaram em pleno porque as soluções técnicas revelaram ser obsoletas, o que implicava custos de exploração astronómicos, tendo, por isso, sido desativadas. A Recilis justifica o pedido de prorrogação do prazo de conclusão da obra com a necessidade de validar questões relacionadas com a viabilidade e sustentabilidade económica do projeto. Paulo Batista Santos, presidente da câmara da Batalha, não se convence e fala em «mais uma manobra dilatória» protagonizada por «quem não quer que a obra se faça» e ameaça recorrer às instâncias judiciais para apurar responsabilidades, acusando a Recilis de «não querer verdadeiramente resolver o problema». O presidente da Câmara da Batalha anunciou que irá solicitar uma reunião “urgente” da comissão de acompanhamento da ETES do Lis.» Jornal de Leiria 9mar2017.

    quinta-feira, 16 de março de 2017

    Dois mil livros gratuitos sobre bioconstrução e permacultura


    Fonte: Eco Casa Portuguesa

    A plataforma virtual Ideas Verdes disponibilizou uma biblioteca com mais de dois mil livros, artigos e documentos gratuitos sobre bioconstrução, permacultura, agroecologia e sustentabilidade. Assuntos que desde os anos 1990 vêm sendo discutidos na agenda global e que na última década ganharam ainda mais peso devido aos efeitos já sensíveis da mudança climática em diversas partes do mundo, a biblioteca gratuita, com títulos em espanhol e inglês, pode ser uma fonte bastante útil para arquitetos, planejadores e paisagistas.
    Em sua página oficial, a plataforma compilou uma lista resumida de títulos voltados ao estudo da permacultura, agroecologia e bioconstrução. Veja as sugestões a seguir: 

    PERMACULTURA E AGROECOLOGIA
    John Seymour – El Agricultor Autosuficiente
    John Seymour – La Vida En El Campo
    Fukuoka – La Revolucion De Una Brizna De Paja
    Fukuoka – La Senda Del Cultivo Natural
    Bill Mollison – Introduccion A La Permacultura
    Bill Mollison – La Parabola Del Pollo
    Bill Mollison – El Momento Mas Terrible Del Dia
    David Holmgren – La escencia de la permacultura
    David Holmgren – Dinero Vs Energía fósil
    Emilia Hazelip – Coleccion De Agricultura Sinergica
    Jairo Restrepo – ABC agricultura organica y harina de rocas
    Jairo Restrepo – Abonos Organicos Fermentados
    G.E. Xoriguer – Manual Practico para Construir Cajas Nidos
    Mariano Bueno – Como Hacer Un Buen Compost
    Josep Rosello – Como Obtener Tus Propias Semillas
    Jerome Goust – El Placer De Obtener Tus Semillas
    J. Fernandez-Pola – Cultivo De Plantas Medicinales Y Aromaticas

    BIOCONSTRUÇÃO
    Predes – Construccion De Vivienda En Adobe
    Gernot Minke – Manual De Construcción Con Paja
    Gernot Minke – Manual De Construccion En Tierra
    Gernot Minke – Techos Verdes
    Johan Van Lengen – Cantos Del Arquitecto Descalzo
    Johnny Salazar – Construyendo Con COB
    Elias Rosales Escalante – Manual De Tratamiento De Aguas Grises
    Bill Steen – La Casa De Fardos De Paja
    Lourdes Castillo Castillo – Sanitario Ecológico Seco
    Gustavo San Juan – Manual De Construccion De Calentador Solar De Agua
    Pedro M. Molina – Como Hacer Hornos De Barro
    Para acessar os mais de dois mil livros gratuitos para download clique aqui e navegue na biblioteca digital do Ideas Verdes.

    quarta-feira, 15 de março de 2017

    25 Dicas Para Uma Casa Mais Sustentável



    25 sugestões para “poupar na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no ambiente”.

    1 - Prefira uma casa mais eficiente energeticamente

    A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas e consumo de energia. Destas necessidades resulta o Certificado Energético que é obrigatório apresentar para a venda ou arrendamento. Este apresenta um conjunto de informações atribuindo uma classificação A+ (mais eficiente) até F (menos eficiente) e é válido por 10 anos.

    2 - Prefira um local arejado e bem servido de transportes públicos

    Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.
    3 - Tire partido do Sol para aquecimento
    O Sol é a nossa maior fonte de energia. Pode usa-lo em seu benefício escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul. Assim é possível controlar a radiação. Quando a deixamos incidir nas janelas de vidro, o espaço interior aquece de forma natural.

    4 - Impeça o sol de incidir nas janelas durante a estação de Verão

    Verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).

    5 - Controle as janelas orientadas a nascente (Este) e/ou poente (Oeste).

    Nestas orientações são obrigatoriamente necessárias proteções exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.

    6 - Reserve a orientação Norte a divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhumas) para o exterior.

    Como W.C.s e arrumos. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria.

    7 - A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão

    As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito.

    8 - Tire partido do Sol para iluminação

    Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas que canalizam a luz do exterior para o interior.

    9 - Opte por lâmpadas de baixo consumo

    Sempre que necessária a iluminação artificial prefira a localizada (só apenas onde é de facto necessária).

    10 - Prefira, sempre que possível, electrodomésticos de Classe A++

    São mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.

    11 - Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH)

    Aqui é apresentado o tipo de construção. As soluções construtivas adotadas são determinantes para uma casa confortável do ponto de vista térmico e para evitar futuras obras de reparação. Deverá optar por soluções de parede exterior com isolamento pelo exterior da parede e se possível, opte pela instalação de vegetação no lado exterior da parede.

    12 - Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica mas com baixo teor de energia incorporada

    O isolamento térmico se bem colocado evita perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa.

    13 - Verifique as caixilharias e o vidro

    Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia.

    14 - Dê especial importância aos materiais utilizados

    Prefira os recomendados pelo PCS. Na base de ecoprodutos poderá encontrar os materiais mais adequados, informando-o sobre o poder de reutilização ou reciclagem e ainda sobre o seu impacte ambiental.

    15 - É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE

    Nos casos mais importantes, solicite os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.

    16 - Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada

    Poderá fazê-lo através da FTH. Prefira, se possível, as coberturas verdes. Consulte as soluções construtivas recomendadas no PCS.

    17 - No pavimento em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água

    Pode ainda optar por uma caixa-de-ar. Verifique ainda se possui impermeabilização para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo.

    18 - Promova durante a utilização, renovações do ar interior

    É muito importante para que se mantenham as condições de salubridade no interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes.

    19 - Atenção às cores utilizadas nas fachadas e coberturas

    Estas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras.

    20 - Se possível instale equipamentos que promovem o consumo de energia renovável

    De entre os vários existentes no mercado destacam-se:
    1. painéis solares térmicos que captam a energia do Sol e a transformam calor;
    2. painéis solares fotovoltaicos que por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica;
    3. bombas de calor geotérmicas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente;
    4. mini-turbinas eólicas o vento aciona estes sistemas para fornecer eletricidade a uma microescala
    5. sistemas de aquecimento a biomassa que pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica.


    21 - Poupe água

    Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.

    22 - Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água

    Pode colocar uma garrafa de plástico, dentro do autoclismo para diminuir o consumo de água em cada descarga.

    23 - Se possível instale mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais

    A água armazenada e/ou tratada pode ser usada em descargas não potáveis.

    24 - Verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos

    No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos.

    25 - Coloque em sua casa um depósito de separação de resíduos domésticos

    Pelo menos com três divisões para estimular a separação destes resíduos.

    Para terminar…

    se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável.

    terça-feira, 14 de março de 2017

    Chip que devolve a capacidade de andar a pessoas paralisadas é inventado na Suíça

    Há pouco tempo, foi inventado um dispositivo que ajudará as pessoas com algum tipo de paralisia a voltar a andar. Nós, do Incrível.club, ficamos muito impressionados com esta invenção e achamos interessante divulgar detalhes sobre este dispositivo tão pequeno capaz de mudar o destino de tantas pessoas.
    A invenção se chama ’interface da medula’, e é um implante super pequeno que contém dois chips. A interface foi inventada por cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausana (EPFL), na Suíça. Eles conseguiram reestabelecer a habilidade de caminhar em macacos paralisados. Após duas semanas da lesão, eles já estavam correndo.

    Como funciona?

    Todos os movimentos são impulsos nervosos. Quando queremos nos levantar, nosso cérebro envia um sinal através da medula espinhal para os músculos e eles dão a ’ordem’ para que nos levantemos.
    A paralisia é o resultado de um trauma da medula espinhal e dos nervos. Isso não significa que os sinais não possam ser transmitidos do cérebro ao resto do corpo (por exemplo, as pernas). Quando mais alta for a lesão na coluna, maior a paralisia.   
    Na pesquisa com os macacos (que foi publicada na respeitada revista Nature), foi usado um dispositivo cuja interface contém dois chips. O primeiro fica na parte motora do cérebro, justamente onde são tomadas as decisões sobre o movimento.
    Nas pessoas com paralisia, o cérebro continua enviando sinais para os músculos, mas eles nunca chegam. É como se alguém tivesse cortado o cabo de eletricidade de uma televisão. O cabo ainda poderia transmitir a corrente elétrica, mas isso não acontece.
    O primeiro chip serve como receptor destes sinais. Em seguida, por meio de uma rede inalâmbrica os sinais são enviados ao segundo chip, localizado na área da lesão. Ou seja, onde o sinal não passa em função da lesão. O sinal de um chip ao outro passa através de um computador que o codifica e o envia aos nervos. Esta interface reestabelece o trabalho do sistema nervoso e a transmissão de um sinal nervoso, que permite o movimento.

    Os pesquisadores dizem que a nova invenção será muito mais barata que as usadas até hoje em dia. "Estamos esperando com muita ansiedade o momento em que possamos provar o nosso trabalho em milhares de pessoas que sofreram algum tipo de acidente que as tirou a capacidade de serem fisicamente ativas", dizem os cientistas da EPFL