quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

The Future of Life by Edward Wison- Book Review

What We Lose with Species Loss 
Harvard entomologist Edward O. Wilson examines the interaction between humans and other species, in particular those species that have lost or are losing the battle against human encroachment. It is certainly a familiar story, but Wilson's approach in The Future of Life is one of intelligence and hope. "The race is now going on between the technoscientific forces that are destroying the living environment and those that can be harnessed to save it," he writes. "If the race is won, humanity can emerge in far better condition than when it entered, and with most of the diversity of life still intact." 

The tragedy of the disappearance of species--some once widespread and familiar, some newly discovered at the brink of extinction, some gone before we know they exist--is far-reaching. We don't know, for example, all that a rain forest has to offer or all the uses that may lie hidden in a single gene of an animal like South America's poison dart frog. 

The discovery of a beneficial painkiller derived from the frog's poisonous secretions came at the very moment when its habitat is all but gone and the species is nearly extinct. We may never know what remains to be discovered or what was snuffed out before we knew what it was or what it could do. A letter to Thoreau serves as Wilson's introduction. It outlines the state of the world ecosystem, quoting statistics and drawing on Thoreau's proposal of a land ethic as an answer to the "bottleneck of overpopulation and wasteful consumption." 

This land ethic, says Wilson, must be a global one "where economic progress and conservation are treated as one and the same goal." Wilson's approach is mostly historical, narrating stories of encounters between humans and nature where the environment has lost out. He remains optimistic for the future, however. "Everyone has some kind of environmental ethic," he says, and the solution requires cooperation among government, the private sector, and science and technology. Wilson does not neglect the importance of religion or the growing prominence of the environment in religious thought; most of the details of his solution, however, are placed squarely on the shoulders of politicians, private conservation agencies, and the technoscientific community. "The interlocking of the three agents is vital to global conservation," he writes. "The trends in their evolution are encouraging."


Vencedor do Prémio Pulitzer, Edward Wilson apresenta agora uma obra importantíssima para quem ainda se preocupa com o futuro da vida sobre o planeta. Ainda que apresente permanentemente uma posição conservadora, O Futuro da Vida nos traz, ao mesmo tempo, informações relevantes sobre os impactos que estamos causando à biodiversidade e reflexões de fundo sobre nosso modo de vida e as consequentes externalidades causadas pelo nosso estilo de desenvolvimento. Entre os destaques, poderíamos citar o "diálogo" entre o economista e o ambientalista, uma montagem de dados e discursos correntes em nosso meio (e no dele, nos USA), sustentado por diferentes visões de mundo e diferentes pontos de vista sobre o futuro.

Como ele afirma, os economistas "sabem que a humanidade está destruindo a biodiversidade, simplesmente não gostam de passar muito tempo pensando sobre o assunto". Deste "diálogo", o autor conclui que o grande "dilema do ambientalismo" é resultado da falta de aproximação e acordo entre "dois sistemas de valores": o conflito entre valores de curto prazo e de longo prazo. Encontrar o meio termo sobre o agora e o futuro que queremos seria fundamental para que se possa "passar pelo gargalo em que nossa espécie imprudentemente se meteu".

A exterminação de espécies, o impacto dos processos de colonização e a ocupação humana dos espaços são abordados de uma maneira singela e compreensível, ao mesmo tempo em que o autor relaciona estas questões com aspectos da macroeconomia, para mostrar que o crescimento ilimitado é impossível, pois jamais conseguiremos substituir os serviços ofertados pela natureza por recursos artificiais. Assim mesmo, desde uma posição conservadora, o autor destaca os riscos dos cultivos e produtos transgénicos. Ainda que veja na engenharia genética uma arma para o que chama de "revolução verde sustentável", Wilson destaca a necessidade de adoptar-se o princípio da precaução.

Trata-se, pois, de um livro que pode ajudar os iniciantes nos temas ambientais a familiarizar-se com um conjunto de aspectos que estão em jogo neste século XXI e que serão decisivos para o futuro da humanidade, inclusive o potencial para a vida que a natureza ainda nos oferece, pela biodiversidade que nós ainda não conseguimos destruir com a "avalanche do capitalismo baseado na tecnologia" que só será enfrentada a partir de uma "ética ambiental a longo prazo e que conte com o apoio da maioria".

Para saber mais sobre Edward.O.Wilson

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