segunda-feira, 30 de junho de 2008

Festival Reboot Now versão Portuguesa e Boom Festival


Este ano Reboot Nowrealiza-se, pela primeira vez, em Portugal, entre os dias 2 e 9 de Agosto, em Idanha a Nova.
Trata-se de um projecto colectivo onde se mostram as mais relevantes conquistas no universo das alternativas sustentáveis, reunindo os melhores, desde a ciência à metafísica, construção, engenharia, tecnologias alternativas e literatura sobre política e ecologia.
Uma semana mais tarde (11 a 18 de Agosto) será realizado no mesmo local o Boom Festival, pela 7 ª vez, apresentando um programa sobre o mais inovador nas artes, cultura, sustentabilidade, livre expressão e conhecimento.
Mais informações:Reboot Now





sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sabiam que a BP nasceu no Irão?


Sabiam que a BP nasceu no Irão? Que o governo Britânico comprou 51% da empresa? Que os britânicos devem o seu bem estar pós guerra, em parte devido ao petróleo iraniano extraído e transportado pela BP? Que o governo do Irão a nacionalizou? Que o Reino Unido tudo fez para contrariar isso? Que, em 1953, por causa do controlo do petróleo iraniano, a CIA organizou e levou a cabo um golpe de estado que derrubou Mohammad Mosaddegh, o primeiro ministro democraticamente eleito? A Democracy Now conta isto em video, e em texto que o acompanha. Via Renascer

Para mais pormenores, ler o capítulo 14 de Web of Deceit - Britain's Real Role in the World, de Mark Curtis, ou o capítulo 9 de Killing Hope, de William Blum.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Sem sementes, não há futuro





Vídeo da entrevista com a Professora Margarida Silva, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto à RTP2, Programa Entre Nós (uma série ao abrigo do protocolo celebrado entre a RTP e a Universidade Aberta), cujo tema foi 
Cultura Científica: Manipulação Genética em Produtos Alimentares



Quatro longas páginas da organização Journey to Forever, com uma discussão interessantissima sobre os conteúdos energéticos de produções agrícolas e biodiversidade: 
Seeds of the world e ideias de projectos internacionais de sucesso sobre: hortas e pequenos quintais nas cidades e desenvolvimento comunitário


quinta-feira, 19 de junho de 2008

O pioneirismo dos Orçamentos Participativos na democracia portuguesa


Intervenção de Nélson Dias (In Loco, Sociólogo e Coordendaor Global do Projecto) na Sessão Pública de apresentação do conceito de Orçamento Participativo em Portugal, que decorreu dia 18.03.2008, em Lisboa.

O povo é quem mais manda no orçamento de 25 autarquias * Do egoísmo à solidariedade
por Álvaro Vieira, Público, 09.06.2008

Não é fácil conceber que os suecos tenham algo a apreender com Portugal em matéria de democracia. Afinal, no ranking que o think tank britânico Demos apresentou em Janeiro sobre a qualidade da democracia quotidiana, a Suécia aparece em 1.º lugar e Portugal numa modesta 21.ª posição, entre 25 países europeus. Ainda assim, no ano passado, a Associação de Municípios e Regiões da Suécia (SALAR) enviou uma delegação a Portugal para estudar uma particularidade da democracia portuguesa: o facto de esta ser responsável por mais de 20 das cerca de 150 experiências de Orçamento Participativo (OP) conhecidas na Europa.
Em 2000, o município de Palmela era um alfinete solitário espetado no mapa dos OP em Portugal. Hoje são 25 as autarquias portuguesas, incluindo algumas das maiores cidades do país, que aderiram a este mecanismo de democracia directa, em que os eleitos devolvem a palavra aos eleitores para estes se pronunciarem sobre a aplicação de uma parte dos recursos financeiros do município ou da freguesia.
No II Encontro Nacional sobre Orçamento Participativo que decorreu a 15 e 16 de Maio em Palmela, o sociólogo Nelson Dias, coordenador do Orçamento Participativo Portugal (OPP), projecto que visa desenvolver esta forma de democracia directa entre as autarquias portuguesas, chamou a atenção para este dado: quase 465 mil pessoas, 4,7 por cento da população nacional, vivem em territórios abrangidos por OP. E isto sem contar com a adesão recente de Lisboa.
Paradoxalmente, a taxa de participação é uma das fragilidades do OP. Dizer que 4,7 por cento da população vive em territórios abrangidos por este suplemento de democracia directa não significa que as pessoas em causa tenham intervindo no processo. Nos primeiros anos, de
maior entusiasmo, o máximo que Palmela conseguiu foi envolver 4 por cento dos seus eleitores. A presidente da câmara, Ana Teresa Vicente, da CDU, admite que, hoje, essa percentagem é ainda inferior.

Perguntas e Respostas

O que é o Orçamento Participativo (OP)?
O OP é um processo de participação dos cidadãos na tomada de decisão das autarquias sobre a afectação de parte dos seus recursos. Os cidadãos e suas associações podem apresentar sugestões de investimentos e eleger a estrutura funcional e processual do seu OP. O primeiro OP surgiu no Brasil, em Porto Alegre, em 1989. Hoje, há mais de 2 mil OP no mundo, com diferentes matizes, concentrados sobretudo na América Latina e na Europa. Mas também há experiências de OP na América do Norte, em África e na Ásia. Muitos são
sectoriais, dedicados à Habitação e infra-estruturas, por exemplo.

As prioridades dos cidadãos vinculam os autarcas?
Depende. Há dois grandes tipos de OP: o consultivo, em que o resultado da participação directa não vincula; e o vinculativo, em que o poder local se compromete a executar as decisões resultantes do processo. Mas é quase sempre uma auto-vinculação do poder local. A opção pelo OP consultivo (em Portugal não há nenhum OP vinculativo) costuma ser justificada pelos autarcas com os seguintes argumentos: a percentagem de população que participa no OP é muito inferior à dos eleitores que elegeram os titulares do poder local, que já se apresentaram a sufrágio com um programa, pelo que um OP vinculativo levantaria problemas de legitimidade democrática; um orçamento é um processo complexo que a maior parte da população não domina. Os autarcas que preferem o OP vinculativo argumentam que a questão da legitimidade não se coloca, uma vez que já se apresentaram a sufrágio com a promessa de promoverem a co-
-decisão, e que cabe à autarquia instruir os processos de modo a tornar acessíveis os aspectos mais complexos do orçamento.

Como funciona o OP?
Varia muito. As propostas dos cidadãos podem apresentar-se em assembleia, por via postal, pela Internet, etc. O papel dos cidadãos na definição das regras do jogo do OP pode ser mais ou menos preponderante, consoante a autarquia adopte uma postura mais ou menos paternalista.

Notas Bioterra
1. Conhecendo a Associação In Loco perspectiva-se um pouco sobre a importância do envolvimento das populações no equilíbrio dos ecossistemas e memórias colectivas.

2. Para mais informações sobre OP, consultar o sítio OP-Portugal


Intervenção de Giovanni Allegretti (Investigador do CES.UCoimbra) na Sessão Pública de apresentação do conceito de Orçamento Participativo em Portugal, que decorreu dia 18.03.2008, em Lisboa.


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Abaixo o futebol competitivo

Partilho o mesmo pensamento e visão do meu amigo Viriato. Abaixo o Euro 2008 e a paranóia do futebol competitivo é um manifesto e também é um acto de cidadania por um Portugal mais ecossolidário. Certamente também há portugueses fartos....por mais lavagem verde que recentemente as fábricas de futebol façam...
E quanto a um esforço por mostrar penalizações dos futebolistas e clubes entre pares....ainda estamos muito longe da justiça social....
Por Portugal?
Só penalizam a função pública, penalizam os juízes, penalizam os ambientalistas, penalizam os polícias....ah...mas quando toca a penalizar a máquina do futebol...atenção...mil cuidados....
Por Portugal?
oh sobreiros e carvalhos de Portugal, oh lobos do Gerês, oh gravuras do Foz Côa, oh litoral de Portugal...porque não sois respeitados, amados e compreendidos???
Pela Europa?
Pelo Mundo?
Pelo Desporto e ao ar livre? Desporto para todos e com todos?
Pela Paz?????
O desporto ( mais a sua indústria) ensina-nos a ser competitivos!
A educação dos jogos cooperativos habitua-nos, ao invés, a ser solidários e fraternos.
Por Viriato, Pimenta Negra, 15 de Junho de 2008

A ideologia desportiva pretende vender-nos, à socapa, e à custa de uma falsa ideia de neutralidade da actividade desportiva, os valores caros às sociedades capitalistas: uma concorrência feroz entre as equipas e os jogadores, o elitismo dos melhores, o nacionalismo, o culto da perfomance, a passividade do espectador-cidadão e as perversões alienantes da sociedade do espectáculo, etc.

Acresce a isso, nos últimos anos, a subtil montagem e manipulação das emoções das pessoas, a que já nos vamos habituando a assistir periodicamente, quando aquelas são convidadas ( e autorizadas, bem entendido) a berrar, buzinar, e a cometerem os desvarios do costume, enfim, a emocionar-se por motivos, que são, no geral, muito bem programados, e que, de imediato, são vendidos às massas com objectivos inconfessáveis, mas onde o lucro está sempre presente, regra geral, associado alarvemente a operações de manipulação, com a vantagem suplementar de, ao contrário dos carnavais de outros tempos, não existirem em tais excessos as habituais críticas ao poder estabelecido.

Com os espectáculos desportivos como o que nos entram pelos olhos (e cérebros) dentro, o que se pretende é então alimentar a ilusão de um mundo em que cada equipa (de cada nação, ou de cada cidade) tem as mesmas oportunidades de ganhar (de vitória) como as demais, quando se sabe perfeitamente que assim não é, até porque as melhores equipas se constroem com investimentos milionários, só possíveis a quem for titular do real poder do capital.

Uma operação mental deste calibre permite alimentar junto dos mais desprevenidos a ideia ilusória de que, por exemplo, as nações colonizadas podem vencer as equipas das super-potências colonizadoras, ou de que - o que vai dar ao mesmo - os pobres só podem subir na escala social se tiverem talento suficiente para alcançarem o nível social dos ricos, por mais estúpidos e broncos que estes sejam.

A nossa bolsa de valores é o oposto a tudo isso. Queremos um mundo em que não haja necessidade de derrotar, e muito menos, de esmagar, quem quer que seja, para nos sentirmos bem. Queremos um mundo onde o gosto de jogar derive do prazer da partilha e do «estar em comum» e jamais da vitória ( e esmagamento ou massacre) sobre o outro.

Também rejeitamos a identificação às bandeiras de um qualquer Estado nacional, do mesmo modo que julgamos desprezíveis as manifestações ruidosas de rua dos adeptos fanatizados em glória aos vencedores.

Os campeonatos do mundo e da Europa do futebol, junto aos Jogos Olímpicos, são bem exemplos ilustrativos de todos esses valores que sub-repticiamente nos querem impingir, com a falsa ideia da neutralidade do desporto, devidamente embrulhada numa não menos falsa ética aplicada à competição feroz entre os jogadores-adversários em contenda.

A ideologia desportiva é, com efeito, tanto mais forte e insidiosa quanto mais invisível e discreta ela se mostrar…

Sejamos solidários uns com os outros.

Não alinhemos com a ideologia dominante da concorrência e da competição social (mesmo, dentro do desporto) das sociedades capitalistas.

Não à manipulação e à lavagem cerebral que nos transformam em agentes (…, isto é, em agenciados pelo poder) inconscientes da competição concorrencial do mercado

Por uma educação cooperativa e solidária entre todos os seres vivos.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação


Vídeo apresentação de Call of Life, Facing the Mass Extinction
Recordo também duas postagens cruciais no BioTerra
Sociedade Automóvel - BioTerra de Luto por 5 dias úteis
Mãos



segunda-feira, 16 de junho de 2008

Dia Internacional da Criança Africana * International Day of the African Child

 Uma árvore, em África do Sul,  com 2.000 anos de vida, chamam-lhe a Árvore da Vida 

O Dia Internacional da Criança Africana é organizada a cada ano desde 16 de Junho de 1991 pela Organização da Unidade Africana, em lembrança do massacre de milhares de crianças e jovens numa marcha, em Soweto (África do Sul) em pleno Apartheid, no dia 16 de Junho de 1976.

Os estudantes estavam a protestar contra a má qualidade de sua educação e exigiam o direito de serem ensinados na sua própria língua. Centenas de jovens estudantes foram baleados, o mais famoso dos quais foi Hector Pieterson. Mais de uma centena de pessoas foram mortas nos protestos das duas semanas seguintes, e mais de mil feridos.


1. Sites
  • BNF Youth League Commemorates Day of African Child 
  • June 16: International Day of the African Child 
  • International Day of the African Child 



  • 2. Todas as postagens do Bioterra denunciando casos de Racismo e Direitos Humanos

    3. Outras datas em defesa dos direitos das crianças, direitos humanos, zelar pelos direitos da Natureza e por uma sociedade socio-ambiental sustentável no Calendário Sócio-Ambiental

    domingo, 15 de junho de 2008

    Lagartagis - Borboletas na Web

    Eclosão da borboleta Almirante Vermelho ( Vanessa atalanta ). A lagarta que se vê é a da Monarca ( Danaus plexippus )

    Toda a informação e observação em directo da câmara web do Borboletário do Jardim Botânico aqui.


    quinta-feira, 12 de junho de 2008

    The drugging of our children- documentário de Gary Null


    Como estão as grandes empresas farmacêuticas a beneficiar das últimas tendências de venda de drogas psicotrópicas poderosa para as crianças da América ( e não só)? 

    Será que estas drogas realmente ajudam os nossos filhos a curar os sintomas da doença mental, ou eles tendem a aumentar a depressão, a violência e suicídio? 
    Será que estamos realmente a tratar as causas da doença mental, ou estamos apenas a eliminar sintomas chatos de resolver?

    O documentário, de 2005, tenta responder a esta e muitas questões. 

    quarta-feira, 11 de junho de 2008

    Nova petição em linha contra o aumento da percentagem de contaminação de sementes não GM com OGM



    No Dia Internacional da Biodiversidade, a 22 de Maio de 2006, activistas fizeram uma acção directa para mostrar que o Ministério do Ambiente de Portugal apoia a produção de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) nos Parques Naturais do país. A TV esteve lá.

    Agora, em 9 de Junho, o Ministério do Ambiente autoriza experiências com transgénicos em Rede Natura?! (informação detalhada neste comunicado, em formato pdf, da Plataforma Transgénicos Fora)


    Petição Save our Seeds para a Comissão Europeia

    Para
    Comissão Europeia, Rue de la Loi 200, B-1049 Bruxelas, Bélgica

    Apresento a minha preocupação acerca da proposta de uma Directiva da Comissão Europeia que iria permitir a contaminação de sementes não modificadas geneticamente com organismos geneticamente modificados (OGM) até um nível de 0.3 a 0.7 por cento. Eu quero ter a certeza de que os produtos que compro, os quais não estão etiquetados como GM, também não contêm OGM. Isto deixaria de ser garantido se as colheitas não-GM que crescem em campos fossem contaminadas por variedades GM a um nível de 30 a 70 metros quadrados por hectare sem que os agricultores sequer se apercebessem disso.
    Para mais, sinto que tal dispersão e propagação descontroladas de OGM é incompatível com a protecção de precaução do ambiente e da saúde humana.

    Deste modo, peço-vos que assegurem que a Directiva proposta sobre a pureza das sementes não permita a contaminação de colheitas não-GM com OGM (O nível de detecção, que actualmente permite um controlo e cumprimento fiáveis, está estabelecido numa margem de 0.1%).

    A pureza das sementes tem que ser assegurada por aqueles que produzem ou desejam cultivar OGM e não por aqueles que desejam continuar a cultivar e consumir produtos sem OGM. O aumento de custos devido a este encargo não deve ser suportado por consumidores nem, certamente, por agricultores. O compromisso financeiro terá que ser coberto pelos produtores de OGM. Uma garantia destas poderá ter que ser assegurada noutras directivas, regulações e legislação antes que a Directiva proposta entre em vigor
    .

    Apresentações em Powerpoint (fonte: Planet Diversity)
    1.GMOs in the European Union, co-existence and seed purity
    2.Genetically engineered agriculture? Actual state of affairs

    Leituras relacionadas
    A agricultura biológica pode alimentar o mundo(BioTerra, 5de Outubro de 2007)
    A crise energética e alimentar (BioTerra, 24 de Abril de 2008)

    domingo, 8 de junho de 2008

    Dia Mundial dos Oceanos - Pluriamar

    Corey Arnold -The North Sea

    Além da Terra, além do Céu,
    no trampolim do sem-fim das estrelas,
    no rastro dos astros,
    na magnólia das nebulosas.
    Além, muito além do sistema solar,
    até onde alcançam o pensamento e o coração,
    vamos!
    vamos conjugar
    o verbo fundamental essencial,
    o verbo transcendente, acima das gramáticas
    e do medo e da moeda e da política,
    o verbo sempreamar,
    o verbo pluriamar,
    razão de ser e de viver

    Carlos Drummond de Andrade, Além da Terra, além do Céu


    sábado, 7 de junho de 2008

    Música do BioTerra: Eddie Vedder - Hard Sun



    Into the Wild (br: Na Natureza Selvagem / pt: O Lado Selvagem) é um filme de longa-metragem norte-americana de 2007, dirigido por Sean Penn, baseado no livro homónimo, do jornalista Jon Krakauer, que conta a história verídica de Christopher McCandless, um jovem recém-formado que se aventura pelos Estados Unidos da América até chegar ao inóspito Alasca.

    Sinopse


    Em 1990, com 22 anos e recém-licenciado, Christopher McCandless ao terminar a faculdade, doa todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade, muda de identidade e parte em busca de uma experiência genuína que transcendesse o materialismo do quotidiano. Abandona, assim, a próspera casa paterna sem que ninguém saiba e mete-se à estrada. Deambula por uma boa parte da América (chegando mesmo ao México) à boleia, a pé, ou até de canoa, arranjando empregos temporários sempre que o dinheiro faltasse pois, Chris acaba por abandonar o seu carro e queimar todo o dinheiro que levava consigo para se sentir mais livre, mas nunca se fixando muito tempo no mesmo local. Desconfiado das relações humanas e influenciado pelas suas leituras, que incluíam Tolstoi e Thoreau, ansiava por chegar ao Alasca, onde poderia estar longe do homem e em comunhão com a natureza selvagem e pura. O que lhe acontece durante este percurso transforma o jovem num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.


    Christopher dá igualmente início a uma aventura que mais tarde viria a encher as páginas dos jornais e que termina com a sua morte no Alasca.


    Sean Penn vai intercalando a viagem de McCandless com breves flashbacks do seu passado, narrados em voz off pela irmã de Chris. Chistopher quer fugir a uma família materialista, hipócrita e cheia de mentiras. Penn tem olho de cineasta e a sua câmara vai captando melancolicamente, com vagar e gosto, a paisagem americana, ao som da excelente banda sonora de Eddie Vedder, embalando o espectador, que é quase hipnotizado pelas imagens e som. Penn tem ainda a mestria de não entrar muito pelo lado místico ou esotérico do rapaz tímido, mostrando-nos apenas o lado de McCandless extremamente simpático, uma pessoa que faz amigos com facilidade, com uma simpatia espontânea, onde apenas se entrevê uma certa tristeza interior, não obstante toda a força que possui. Claro que a isto não é estranha a tranquila mas marcante interpretação de Emile Hirsch.


    Tal como aconteceu com o excêntrico Timothy Treadwell, retratado em 'Grizzly Man', também aqui McCandless não é bem tratado pela rude e impiedosa natureza que tanto amou, e onde procurou (ingenuamente?) uma solução para o seu vazio. O tocante final do filme, é o derradeiro motivo para admirarmos esta sétima obra de Sean Penn atrás da câmara.


    Era Christopher McCandless um aventureiro heróico ou um idealista ingénuo, um Thoreau rebelde dos anos 1990 ou mais um filho americano perdido, uma pessoa que tudo arriscava ou uma trágica figura que lutava com o precário balanço entre homem e Natureza e contra o materialismo da sociedade?


    Podem se seguir discussões e debates para decidir se era ele uma resposta a uma sociedade doente ou um jovem intenso demais em tudo que fazia. Porém, todo julgamento que fizermos dele será hipotético: sobre alguém que atravessou as fronteiras de si mesmo e chegou onde poucos habitam, que experimentou o seu jeito de viver e concluiu que seu lugar no mundo não era tão ruim assim. Mas já era tarde demais para voltar, ele já estava onde o julgamento nem bem compreende e nossa sociedade isolada em suas redes de comunicação não pode sequer supor.

    quinta-feira, 5 de junho de 2008

    Dia Mundial do Ambiente

    Cartaz elaborado por João Soares

    O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado no dia 5 de Junho, foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na resolução (XXVII) de 15 de Dezembro de 1972 com a qual foi aberta a Conferência de Estocolmo, na Suécia, cujo tema central foi o Ambiente Humano.

    Documentos importantes

    Ligações externas

    Consultar aqui todas as postagens do Dia Mundial do Ambiente no Bioterra

    quarta-feira, 4 de junho de 2008

    Dossier Fotografia da Natureza


    Leituras
    Vários artigos sobre Fotografia da Natureza e fotógrafos
    Fotógrafos da Vida Selvagem e da Natureza










    Au Gunji• Baciar• Balla Demeter• Beat A. von Weissnfluh• Benita Heldmann• 
    Bert Hanekamp
     Bill Kourinis• Bill Henson• Bjoern Oldsen• Brett Dorron• Brian Peterson• Brigitte Carnochan• Bruko• Bruno Bisang• Bruno Espadana• Bryan Remer• Bryce Lancard• Bryon Paul MacCartney• Calvato• Cameron Davidson• Carlos Morales Mengotti• Carlos Orive Somavilla• Carlos Pinto Coelho• Carsten Tschach• Caryn Drexl• Catherine Sobredo• Cig Harvey• Chambre noire• Cheryl Zibisky• Chip Hooper• China Hamilton• Chris Johnson• Chris Steele-Perkins• Christian Coigny• Christian Coulombe• Christian Waeber• Christopher Voelker• Claire Kayser• Claus Rose• Corrie Ancone• Cosmin Bumbut• Craig Blacklock• Craig Morey• Craig Oddy• Christopher Lovenguh• Curtis Neeley• D. Brian Nelson• Dale Montgomery• Dale O'Dell• Dana Maitec• Dan Burkholder• Dan Mccormack• Dan Olek• Daniel Bertrand• Daniele Giesek• Darek Banasik• Darren Holmes• Dave Anderson• Dave Krueger• David Fokos• David John Atkinson• David Hume Kennerly• David Lorenz Winston• David Mendelsohn• David Vance• Debenport• deFocused• Dejan Dizdar• Dekan• Dennis Kleim• Denny Moers• Deutsch Philippe• Dirk Lacomy• Dominique Roussel• Dominique Lefor• Don Brice• Donna Murty Todd• Doug Beasley• Dylan Ricci• Ed Fox• Ed Gordon• Eddie Ostrowski• Edgar Honetschläger• Eduardo Segura• Edward Buckley - Corruptimage• Edward Weston• Efendi• Elena Getzieh• Elena Retfalvi• Elena Vasilieva• Elfi Kaut• Emane• Emil Schildt• Eric Alan Pritchard• Eric Bonzi• Eric Boutilier-Browne• Eric Delamarre• Eric Griffith• Eric Kellerman• Eric Slayton• Erich A. 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    Blogues

    terça-feira, 3 de junho de 2008

    LPN - Liga para a Protecção da Natureza- 60 anos de actividade!


    Parabéns à LPN pelos 60 anos de vida!
    A primeira associação de ambiente da Península Ibérica. Este aniversário comemora o papel de todos nós como protagonistas da conservação dos valores naturais e também como parte integrante da Natureza.
    Para assinalar esta data, a LPN está a organizar um conjunto de actividades a realizar ao longo do ano de 2008, para quais convidamos todos os sócios e simpatizantes a participar.


    domingo, 1 de junho de 2008

    Dia Mundial da Criança - o livro A Árvore Generosa



    Para quem ainda não sabe, finalmente está traduzida para Português A Árvore Generosa, de Shel Silverstein. Um livro de 1964 e já traduzido em mais de 30 línguas. A (re)ler. Para todas as idades.